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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pistas no currículo indicam se o candidato pretende permanecer na empresa

Algumas informações ajudam a identificar se o interesse pela vaga é genuíno, diz estudo da Universidade de Missouri






A saída de um funcionário pode causar impacto relevante nos negócios: demanda gastos com um novo processo seletivo e interfere na produtividade, afirma o psicólogo James A. Breaugh, da Universidade de Missouri, em St. Louis. Estudioso das relações de trabalho, Breaugh coordenou um estudo que relacionou informações do currículo de 414 recém-contratados de uma grande corporação americana de telemarketing e sua média de permanência no emprego.

Breaugh observou que a presença de determinadas informações está correlacionada a um maior comprometimento do profissional com a nova empresa. As três principais “pistas” são: se buscaram a vaga por indicação de outro funcionário, se está trabalhando atualmente e se já participou de algum processo seletivo na empresa antes. Em um artigo publicado no International Journal of Selection and Assessment, Breaugh discutiu as hipóteses para essa relação.  Segundo ele, a indicação de outro funcionário funciona como uma pré-avaliação – ele sugeriu a vaga para alguém que considerou adequado. Oferecer-se mais de uma vez para trabalhar na mesma corporação sugere motivação para trabalhar naquela empresa em especial. De maneira semelhante, uma pessoa que já está empregada está em condições de escolher com mais tranquilidade onde quer trabalhar.
Após oito meses da contratação, apenas 19% dos que mandaram o currículo duas vezes ou mais saíram do emprego, contra 51% dos que enviaram portfólio apenas uma única vez. Para testar se as informações curriculares também eram capazes de predizer a produtividade, avaliou-se o desempenho dos funcionários 60 dias depois de começarem a trabalhar na empresa: constatou-se que era melhor entre os que tentaram a vaga por indicação.

Ainda são necessários mais estudos para replicar resultados e aperfeiçoar essas medidas de permanência. Mas, afirma Breaugh, mesmo pequenas iniciativas para reduzir a rotatividade podem melhorar as taxas de produtividade e diminuir os gastos das empresas com processos seletivos.

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